Nosso fundador, Romeu Maggioni, trabalhou embarcado, foi garçom em uma churrascaria e também funcionário de uma pequena lanchonete chamada Baitacão. Foi justamente ali que o destino mudou.
Certo dia, ao chegar para trabalhar, Romeu e os demais funcionários encontraram as portas fechadas. Os proprietários haviam encerrado as atividades sem qualquer aviso. O que poderia ser apenas o fim de um emprego acabou se tornando o início de uma grande história.
Naquele momento nasceu a ideia de abrir uma lanchonete própria.
O nome Maggs surgiu inspirado no sobrenome da família, Maggioni, mas ganhou sua identidade definitiva graças à sugestão de um cliente, tornando-se um nome simples, forte e inesquecível.
O primeiro ponto comercial foi a lanchonete Fred's. A estrutura era pequena, havia apenas um funcionário, e o cardápio já era bastante parecido com o que conhecemos hoje — preservando desde cedo a essência que faria da Maggs uma referência em Aracaju.
Mas empreender nunca foi fácil. Os primeiros meses foram extremamente difíceis: durante quase três meses, praticamente não havia movimento. As vendas eram quase inexistentes e, além das dificuldades financeiras, ainda surgiram desafios relacionados à sociedade da empresa. Mesmo assim, desistir nunca foi uma opção.
O maior propósito de Romeu sempre foi ajudar sua família. Seus pais e seus 11 irmãos ainda moravam em Santa Catarina, e o sonho era criar oportunidades para todos. Com muito trabalho, esse sonho se tornou realidade: aos poucos, familiares vieram para Sergipe, encontraram sustento através da Maggs, e alguns até abriram novas unidades da marca.
Mais do que construir uma empresa, Romeu construiu um legado familiar.
Ao longo dessas quatro décadas, a Maggs enfrentou inúmeras crises econômicas, mudanças no mercado, desafios nacionais e até uma pandemia. Cada obstáculo foi superado com os mesmos valores que acompanham a empresa desde o primeiro dia: muita força de vontade, equilíbrio, trabalho duro e fé em Deus.
Ao longo dessa trajetória, a família também enfrentou momentos de profunda emoção e despedidas que marcaram para sempre sua história. A primeira grande perda foi a de Glória, irmã mais nova de Romeu, falecida em 1996 em decorrência de uma leucemia. Anos depois, vieram as despedidas de Antônio Maggioni, Hilário Maggioni, Aurélio Maggioni e, posteriormente, Tereza Pelissari Maggioni. Cada uma dessas perdas deixou uma marca profunda, mas também fortaleceu ainda mais a união da família e a determinação de preservar o legado construído com tanto esforço, amor e dedicação.
Enquanto o mercado de alimentação evoluía e novos concorrentes surgiam, a Maggs escolheu permanecer fiel à sua essência. Durante 40 anos, algumas coisas nunca mudaram:
- A tradição
- O cuidado no preparo
- O padrão de qualidade
- O atendimento próximo
E, claro, a famosa maionese que atravessa gerações. É justamente essa fidelidade à sua identidade que faz da Maggs uma marca tão especial.
"Eu cresci aqui, namorei aqui, conheci minha esposa aqui... hoje trago meus filhos e netos."
Depoimento de um cliente de décadasPoucas empresas conseguem fazer parte da história das famílias por tanto tempo. Hoje, a Maggs reúne diversas unidades, dezenas de colaboradores e continua crescendo sem perder aquilo que a tornou única.
Os sanduíches de filé, hambúrguer e bacon continuam entre os favoritos do público. As batatas, os sucos e, principalmente, a maionese artesanal seguem conquistando novos clientes todos os dias.
Mas o maior ingrediente da Maggs nunca foi apenas a receita. Foi a história. Uma história construída com honestidade, trabalho, persistência e amor.
Quatro décadas depois, a Maggs continua sendo muito mais do que uma lanchonete.
É um ponto de encontro. É tradição. É memória afetiva.
É parte da história de milhares de famílias sergipanas. E essa história está apenas começando.






















